O
deputado federal Jean Wyllys, do PSOL, apresentou um projeto
de emenda ao texto da Bíblia que pretende tirar do livro sagrado dos cristãos
os trechos considerados “homofóbicos”.
Vejamos
o que diz a própria bíblia a respeito disso:
Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da
profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará
vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;
19 E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia,
Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que
estão escritas neste livro.
20 Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho.
Amém. Ora vem, Senhor Jesus. Apocalipse 22 18-19
A proposta causou polêmica
mesmo antes de sua apresentação, levando vários membros da bancada evangélica a
tentarem articular com a mesa da Casa legislativa a rejeição sumária de
proposta
O autor do projeto, já
precavido das reações contrárias, ocupou a tribuna para justificá-lo.
“Desde o início eu sabia das
reações que os setores fundamentalistas iriam protagonizar. Mas vejam vocês que
até mesmo do livro do Monteiro Lobato foi extraído um trecho racista, por qual
motivo não podemos fazer o mesmo com a Bíblia?”, questionou.
Percebamos que Jean Wyllys considera a
bíblia um livro comum, como qualquer outro, que pode ser modificado, ou não ser
levado em conta, ou até mesmo, não ver motivo especial para modificar as
expirações divinas dos textos sagrados.
A proposta não especifica os
trechos que seriam retirados das escrituras, pois para tanto, seria formada uma
“Comissão de notáveis”, que decidiriam quais passagens são homofóbicas.
“Já consultei vários
teólogos especialistas em pederastia e vou sugerir vários nomes para essa
comessão.. digo, comissão”, revela o parlamentar.
Caso a proposta seja
aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça, será levada a plenário e submetida
a votação em dois turnos.
Se aprovada, será enviada ao
Senado onde passará por votação em dois turnos, após os quais entrará em vigor
independentemente de sanção da presidente Dilma, por se tratar de Projeto de
Emenda à Bíblia.


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